Quase metade dos síndicos do Brasil são profissionais, aponta levantamento

Quase metade dos síndicos do Brasil são profissionais, aponta levantamento

Quase metade dos síndicos do Brasil são profissionais, aponta levantamento

Texto publicado em 01/02/2026

Em um país com mais de 13 milhões de endereços em condomínios, segundo aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a profissionalização da função do síndico se mostra uma tendência com a demanda de gestores qualificados em condomínios. Foi o que apontou o levantamento ‘Perfil do Síndico Brasileiro’, realizado pelo Instituto Datafolha para o Grupo Superlógica. O trabalho concluiu que 46% dos síndicos entrevistados já exercem a função de forma profissional, enquanto 72% buscaram cursos de qualificação na área.

Ainda segundo a pesquisa, que abordou 350 indivíduos de todas as regiões do Brasil, 70% dos síndicos profissionais eram, inicialmente, moradores voluntários. Com a qualificação, eles hoje podem se dedicar inteiramente à profissão.

O síndico é o representante dos interesses do condomínio, responsável pela gestão e bom funcionamento do prédio. Entre suas funções estão a parte financeira (orçamentos, receitas, despesas e controle de inadimplência, por exemplo), a prestação de contas à assembleia de moradores do condomínio, vistorias e acompanhamento de laudos e obras, avaliação da limpeza e da segurança em áreas comuns, além de atender às demandas de funcionários e condôminos. Quanto à tomada de decisões, 67% dos síndicos afirmaram que são os únicos responsáveis pelas questões financeiras do prédio, e 74% desses utilizam plataformas de gestão.

De acordo com o síndico profissional e diretor da Embraps, Marcos Valim, a experiência e a preparação adequada ajudam a evitar gastos desnecessários e a gerir melhor conflitos no condomínio, por exemplo.

“O síndico profissional possui o preparo e a experiência que o cargo requer e mantém um distanciamento emocional saudável. Uma vez bem preparado, consegue exercer os papéis de administrador e mediador, mantendo a ordem e a coletividade. A profissionalização por parte de síndicos orgânicos é benéfica tanto para o condomínio quanto para ele mesmo, que pode se qualificar em uma nova profissão e, também, executar a função de forma ainda mais eficiente”, afirma.

REGULAMENTAÇÃO

A profissão do síndico profissional é pauta aberta na Câmara dos Deputados. Em 2024, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) protocolou o Projeto de Lei 4739/2024, que regulamenta as atividades da função. A proposta segue na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) fez um Requerimento de Audiência Pública para discutir o PL.

Segundo o Projeto de Lei, essa função poderá ser exercida pelo condômino, empregado do condomínio ou profissional autônomo ou pessoa jurídica especializada, contratada especificamente para a função, cujo cargo deverá vigorar por até dois anos, prorrogável.

Para Marcos Valim, a regulamentação da profissão de síndico profissional atende a uma demanda importante: “Além de garantir mais segurança jurídica para a função, a regulamentação desta profissão se mostra necessária especialmente em uma realidade em que temos cada vez mais condomínios, com cada vez mais apartamentos. Uma gestão profissional ajuda a manter a transparência e mais trazer eficácia aos processos”, conclui.

Imagem: Freepik

Fonte:  https://jornaldaorla.com.br/

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