SPDA – O RISCO DA FALTA DE MANUTENÇÃO

SPDA – O RISCO DA FALTA DE MANUTENÇÃO
julho 15, 2019

“SPDA – O RISCO DA FALTA DE MANUTENÇÃO”

 

Informe Publicitário

 

O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosférica (SPDA) tem a função de proteger tanto a estrutura da edificação, quanto os usuários e seus equipamentos elétricos/eletrônicos dos efeitos deletérios da incidência de descargas atmosféricas (raios). Embora seja de grande importância, a realidade é que na maioria das edificações a sua manutenção é negligenciada ou até mesmo esquecida, gerando assim grande risco e prejuízos aos proprietários dos empreendimentos, quando atingidos por raios.

 

Conforme estudos apresentados pelo ELAT – Grupo de Eletricidade Atmosférica (primeiro grupo brasileiro de pesquisa sobre raios, e que integra o Centro de Ciências do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE), o território brasileiro é alvejado por cerca de 50 milhões de raios por ano, atingindo em média 500 pessoas e diversas edificações, resultando em aproximadamente 130 mortes e mais de 200 feridos devido à incidência de raios.

FONTE: http://www.inpe.br/webelat/homepage/menu/infor/infografico.-.mortes.por.raios.php

 

A incidência de raios além de gerar riscos às pessoas, causa inúmeros prejuízos às edificações e seus sistemas, por exemplo: uma edificação residencial multifamiliar ao ser atingida por um raio (descarga atmosférica) sofre avarias em sua estrutura, danificando seus equipamentos, podendo ainda ocorrer incêndio. Esta situação não é exclusiva para o caso do raio atingir diretamente a edificação, sucedendo também quando o raio atinge a rede elétrica ou estrutura que esteja em contato direto com a edificação.

 

Para evitar estas consequências desastrosas, é necessário manter todos os componentes do SPDA (subsistemas internos e externos) em pleno funcionamento e em bom estado de conservação, evitando toda e qualquer anomalia que afete a condução da descarga atmosférica para a terra, conforme preconizado pela norma ABNT NBR 5419/2015 – atualmente em revisão.

 

Desta forma, é necessário realizar inspeções periódicas em todo o SPDA desde o para-raios (captor), condutores de descida, eletrodos de aterramento e dos subsistemas internos à edificação, visando atestar que todos os componentes do SPDA estejam em boas condições e capazes de cumprir suas funções, bem como sem corrosão, e atendendo às suas respectivas normas. Aliado a isso, nessa verificação deve-se atentar para toda e qualquer nova construção ou reforma que altere as condições iniciais previstas em projeto, além de novas tubulações metálicas, condutores de energia e sinal que adentrem a estrutura, devendo estes ser incorporados ao SPDA externo e interno, adequando assim ao preconizado pela NBR 5419/2015.

 

Para uma edificação em funcionamento, a referida norma preconiza que as inspeções sejam realizadas quando: após alterações/reparos, ou quando houver suspeita de que a estrutura foi atingida por uma descarga atmosférica; inspeção visual semestral apontando eventuais pontos deteriorados no sistema; e, periodicamente, realizada por profissional habilitado e capacitado com emissão de documento pertinente ao detectado, seguindo os intervalos de um ano, para estruturas contendo munição ou explosivos, ou em locais expostos à corrosão atmosférica severa (regiões litorâneas, ambientes industriais com atmosfera agressiva etc.), ou ainda estruturas pertencentes a fornecedores de serviços considerados essenciais (energia, água, sinais etc.); e, três anos para as demais estruturas.

 

Nas verificações periódicas deve-se atentar para a deterioração e corrosão dos captores, condutores de descida e conexões; condição das equipotencializações; corrosão dos eletrodos de aterramento;  e, verificação da integridade física dos condutores do eletrodo de aterramento para os subsistemas de aterramento não naturais.

 

Por fim, fica evidente que a regularidade das inspeções é condição fundamental para manter o bom funcionamento do SPDA, devendo o responsável pela estrutura ser informado de todas as irregularidades constatadas por meio de relatório técnico emitido após cada inspeção periódica. Aliado a isso, cabe ao profissional emitente da documentação recomendar, baseado nos danos encontrados, o prazo de manutenção no sistema, podendo variar de “imediato” a “item de manutenção preventiva”.

 

Serviço:

LA ROCCA PERÍCIAS

(27) 3376-5662

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