Riscos Ocultos em Edificações

Riscos Ocultos em Edificações
novembro 12, 2019

Riscos Ocultos em Edificações

*Por Renan Agnez Cordeiro

Em agosto, houve uma ocorrência de sinistro em um condomínio localizado em Jardim Camburi um tanto quanto curiosa. Um morador, logo após adentrar na garagem da edificação, teve seu carro subitamente engolido por uma cratera. De imediato, a Defesa Civil de Vitória foi acionada e prestou o primeiro atendimento a ocorrência. A área envolvida foi prontamente interditada por fita zebrada e foi solicitado, de forma emergencial, um Laudo Pericial para saber a condição do solo e os riscos que a circunstância envolvia. Após a conclusão do laudo, foi constatado que o solo estava sob condições seguras, em todos os pontos de investigação. O relatório ainda identificou que a região afetada poderia se tratar de uma fossa séptica desativada. Passado o alvoroço e prejuízos iniciais (mídia negativa, custos com peritos emergenciais e reparos no veículo danificado) nossa empresa foi convidada a analisar a situação e participar do processo seletivo para tratamento e recuperação da área.

Assim, pudemos identificar as causas que levaram ao rompimento súbito da área em questão. A execução da Laje da Fossa Séptica que media aproximadamente 32 metros quadrados foi feita de forma equivocada no posicionamento da ferragem, pois a mesma acabou ficando no fundo da estrutura, não tendo assim o cobrimento necessário para evitar a corrosão da armadura. A situação ficava ainda pior justamente onde ocorreu o rompimento, pois era uma região de contato com uma mureta separatória, que por estar molhada, levava umidade diretamente ao contato com a ferragens, acelerando assim ainda mais o processo de oxidação.

Após a confirmação das informações, seguimos com a demolição do local e iniciamos serviços necessários para a recuperação da área e liberação da utilização da mesma. Porém uma coisa acabou nos chamando a atenção: como que ninguém sabia da existência dessa fossa? Por que não foi realizado a manutenção? De quem era a responsabilidade efetiva?

Esta edificação tem aproximadamente 40 anos de existência e nessa época ainda existia uma rede de esgoto completa na Grande Vitória, e praticamente todos os condomínios desta época até o final da década de 90 mantinham esse padrão de construção na rede de esgoto, contando com fossa séptica e sumidouro com tamanhos consideráveis, além de uma quantidade grande de caixas de passagem, verificação e gordura. Após o ligamento a rede esgoto grande parte dessas estruturas foram isoladas do sistema e abandonadas. Acontece que ao ficar em desuso, por anos e décadas, acabaram sendo esquecidas, até que passaram a gerar problemas semelhantes em algumas edificações no País, como rompimento de tampas, extravasamentos, proliferação de insetos entre outros.

O que pode ser feito para que esse tipo de problema não volte a ocorrer é que seja executada uma vistoria na edificação mais detalhada, feita por profissionais qualificados e registrados no CREA, analisando os projetos antigos e instalações hidráulicas, visando identificar este tipo de estrutura oculta nas edificações, para que possam ser feitos os devidos tratamentos da mesma evitando assim gastos maiores futuros. Infelizmente, voltamos a ter casos com vítimas em estado grave referente a acidentes que poderiam ter sido evitados com uma vistoria completa, como em casos de desprendimento de reboco e pastilhas em fachadas, prédios com graves patologias estruturais disfarçadas dentre outras. É de suma importância que o Sindico tenha um apoio especialista nesta questão, para evitar transtornos graves futuros.

Riscos Ocultos em Edificações.

Em agosto, houve uma ocorrência de sinistro em um condomínio localizado em Jardim Camburi um tanto quanto curiosa. Um morador, logo após adentrar na garagem da edificação, teve seu carro subitamente engolido por uma cratera. De imediato, a Defesa Civil de Vitória foi acionada e prestou o primeiro atendimento a ocorrência. A área envolvida foi prontamente interditada por fita zebrada e foi solicitado, de forma emergencial, um Laudo Pericial para saber a condição do solo e os riscos que a circunstância envolvia. Após a conclusão do laudo, foi constatado que o solo estava sob condições seguras, em todos os pontos de investigação. O relatório ainda identificou que a região afetada poderia se tratar de uma fossa séptica desativada. Passado o alvoroço e prejuízos iniciais (mídia negativa, custos com peritos emergenciais e reparos no veículo danificado) nossa empresa foi convidada a analisar a situação e participar do processo seletivo para tratamento e recuperação da área.

Assim, pudemos identificar as causas que levaram ao rompimento súbito da área em questão. A execução da Laje da Fossa Séptica que media aproximadamente 32 metros quadrados foi feita de forma equivocada no posicionamento da ferragem, pois a mesma acabou ficando no fundo da estrutura, não tendo assim o cobrimento necessário para evitar a corrosão da armadura. A situação ficava ainda pior justamente onde ocorreu o rompimento, pois era uma região de contato com uma mureta separatória, que por estar molhada, levava umidade diretamente ao contato com a ferragens, acelerando assim ainda mais o processo de oxidação.

Após a confirmação das informações, seguimos com a demolição do local e iniciamos serviços necessários para a recuperação da área e liberação da utilização da mesma. Porém uma coisa acabou nos chamando a atenção: como que ninguém sabia da existência dessa fossa? Por que não foi realizado a manutenção? De quem era a responsabilidade efetiva?

Esta edificação tem aproximadamente 40 anos de existência e nessa época ainda existia uma rede de esgoto completa na Grande Vitória, e praticamente todos os condomínios desta época até o final da década de 90 mantinham esse padrão de construção na rede de esgoto, contando com fossa séptica e sumidouro com tamanhos consideráveis, além de uma quantidade grande de caixas de passagem, verificação e gordura. Após o ligamento a rede esgoto grande parte dessas estruturas foram isoladas do sistema e abandonadas. Acontece que ao ficar em desuso, por anos e décadas, acabaram sendo esquecidas, até que passaram a gerar problemas semelhantes em algumas edificações no País, como rompimento de tampas, extravasamentos, proliferação de insetos entre outros.

O que pode ser feito para que esse tipo de problema não volte a ocorrer é que seja executada uma vistoria na edificação mais detalhada, feita por profissionais qualificados e registrados no CREA, analisando os projetos antigos e instalações hidráulicas, visando identificar este tipo de estrutura oculta nas edificações, para que possam ser feitos os devidos tratamentos da mesma evitando assim gastos maiores futuros. Infelizmente, voltamos a ter casos com vítimas em estado grave referente a acidentes que poderiam ter sido evitados com uma vistoria completa, como em casos de desprendimento de reboco e pastilhas em fachadas, prédios com graves patologias estruturais disfarçadas dentre outras. É de suma importância que o Sindico tenha um apoio especialista nesta questão, para evitar transtornos graves futuros.

 

*Renan Agnez Cordeiro

Engenheiro Civil – CREA/ES 0048123/ES

Especialista em Gestão da Construção Civil

CEO na Civile Engenharia

Posted in Notícias by informesindicoon