CENSO NACIONAL ENTRE SÍNDICOS: ALGUNS RESULTADOS ESPERADOS E SURPREENDENTES!

CENSO NACIONAL ENTRE SÍNDICOS: ALGUNS RESULTADOS ESPERADOS E SURPREENDENTES!

CENSO NACIONAL ENTRE SÍNDICOS REVELA ALGUNS RESULTADOS ESPERADOS E OUTROS, SURPREENDENTES!

 

Síndicos

Censo trienal conduzido pelo SindicoNet entre os meses de março e abril de 2021 junto a todos os estados federativos e abrangendo mais de 5 mil respondentes (síndicos, subsíndicos, administradoras, conselheiros, presidentes e diretores de associações e condôminos) dá uma dimensão do que é a vida em condomínio.

Os problemas enfrentados pelos síndicos, ali revelados, são, pela ordem: a) moradores problemáticos (45,7% dos entrevistados); b) restrições às áreas de lazer (42,3%); c) barulhos em geral (40,7%); d) reclamações gerais de condôminos (36,3%); e) elevado volume de encomendas e delivery (28,6%); f) aumento da inadimplência (27%); g) barulho de obras (25,1%); h) restrições sobre obras (21%); i) outros (não identificados – 17,1%); j) relacionamento com o síndico (12,8%); k) restrições de visitas (12,4%); l) falta de funcionários (6,6%).

Inadimplência

Surpreende que o problema da inadimplência tenha se situado em 6º lugar dentre aqueles enfrentados pelos síndicos, isso em plena pandemia e com o desemprego grassando solto em todo o País (sobre isto, cheque íntegra do vídeo de nosso evento “Inadimplência Condominial na Pandemia”).

Ausência de parametrização para respostas dos condôminos

Chama também a atenção o fato de as respostas coligidas não expressarem os reclamos dos condôminos. Ou estariam elas também contempladas no rol acima? O critério científico adotado na pesquisa, ao menos no agrupamento das respostas, não permite saber com exatidão se expressam elas – e quais delas –as reclamações dos condôminos.

Síndicos profissionais

Quando se observa, na pesquisa, as respostas dadas por síndicos profissionais, os destaques, isto é, o objeto da atenção deles é outro: m) captar novos condomínios (66%); n) ter um sistema eficiente de gestão (39%); o) gestão de conflitos (38%); p) conseguir bons fornecedores (35%); q) lidar a concorrência com preços baixos (34%).

Diferença de atuação entre síndicos moradores e síndicos profissionais

Esse elemento captado da pesquisa revela a enorme discrepância entre a atuação dos síndicos moradores e a dos síndicos profissionais na gestão da vida condominial, porque, numa rápida comparação, o único aspecto que tangencia ambas as atenções, dos síndicos moradores e dos síndicos profissionais, são as reclamações gerais de condôminos (letra “a” com 36,3%) versus gestão de conflitos (letra “o” com 38%).

É possível que um dos aspectos que justifiquem essa diferença possa ser respondido pelo envolvimento emocional direto do primeiro e apenas indireto do segundo, ambos em relação à administração que exercem.

Mas, em alguma medida, pode também ter a ver com o fato de o síndico profissional ter se preparado e estar sendo continuamente treinado para exercer sua função e, sobretudo, por reunir resultantes de suas experiências no dia a dia de seu trabalho, aplicando o conhecimento bem-sucedido obtido num caso, em outros.

Mas há um ponto que vale à pena destacar: o síndico profissional tende a ousar mais e até mesmo destacar-se por sua proatividade, porque o resultado que apresenta no seu trabalho pode ser determinante na renovação de seu contrato com os condomínios. Como ele depende não apenas da renovação contratual, mas, também, da indicação que condomínios satisfeitos façam dele, temos visto resultados extraordinários em gestões profissionais.

É claro que em todas as regras há exceções, mas o saldo final parece favorecer francamente a atuação dos síndicos profissionais, que têm conseguido trazer resultados, até mesmo financeiros, muito benéficos para os condomínios que administram, além de inovações e modernidades que facilitam a vida em condomínio, isso sem aumentar custos, como por exemplo através da solução minimercados (sobre isto, cheque íntegra do vídeo de nosso evento “Momento Acresce nº 2 – Tema: Minimercado em Condomínios”).

Por isso, recomendamos que os condôminos, em cada caso, olhem com atenção e discutam imparcialmente com os demais moradores se não seria essa a melhor opção a ser adotada em seu condomínio.

 

Acresce, junte-se a nós e ganhe a força da coletividade que mora ou trabalha em condomínios

 

Adonilson Franco, presidente da ACRESCE

Fonte: https://acresce.org.br

 

 

 

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